Escriar #3- Banalidades Nº1
Estava eu a jogar xadrez com o meu amigo imaginário, o Gervásio, coisa normalíssima, não fosse, o Sócrates ter aparecido na sala, todo nu com umas cuecas na cabeça. Não aguentei, as cuecas eram de um mau gosto terrível, disse para ele se ir despir como deve ser, e aí assim podia estar na amena cavaqueira comigo e o Gervásio. Isto tem que ser assim , rédea curta, se não de hoje para amanhã, aparece-me em casa a dizer que é 1º ministro.
Com isto tudo o Gervásio, rapinou-me a rainha, fodasse disse eu, a minha rainha ó caralho, um gajo não se pode distrair começas logo a fazer batota, tu tem mas é tino Gervásio. Se eu me passo da cabeça, sou rapazinho para chamar, o Pilinhas, o meu cão imaginário, para te fazer um chichi no céu da boca. Baixou logo a crista. Sim porque o Gervásio tem crista, a cirurgia correu bem, até fui eu que o operei, estou apto para fazer cirurgias deste tipo em pessoas imaginárias, parecendo que não,é preciso um dom, e eu nasci com ele, o dom.
A partir dai, deixou de haver clima para o xadrez, e só para mostrar que eu não guardava ressentimentos, mandei lhe o cavalo à cabeça, e ele começou a chorar. Mas eu como sou o melhor amigo do Gervásio, também era só o que faltava,meu amigo imaginário, e não ser o melhor amigo do Gervas. Acho que até no código deontológico das pessoas imaginárias, existe algo que o proíbe. Estando o Gervásio ainda a chorar, depois de eu lhe ter mandado o cavalo ao focinho, por amor é claro, disse-lhe o que não nos mata, torna-nos mais fortes, ele sorriu para mim, e disse-me adoro-te, os amigos são para as ocasiões, disse eu.







